quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Deparei-me nas alturas

Deparei-me nas alturas, percebi que meus pensamentos voavam em altitudes condorianas, limite entre a razão e a loucura. O que podemos encontrar neste espaço intermediário? É como se pudéssemos atravessar as fronteiras da vida, onde deixamos o nosso corpo e passamos a uma dimensão que nossas mentes dinâmicas vislumbram de formas diversas, mas que drenam a um ponto em comum.
É neste sentido, que vejo na obesidade de nossos pensamentos a procura incessante de justificativas para as orbitas do nosso ser.  Nossa necessidade de buscar algo alem  do universo materialista das células, se bifurcam nas fronteiras de um infinito buraco negro que consome a matéria levando-a a caminhos indecifráveis a nossa mente.
Nossas vidas são feitas de momentos, que estão intrinsecamente ligadas ao tempo, este como nós seres humanos definimos, é efêmero e rápido, logo a evolução fez com que o homem, o preenchesse, de forma que venha a ocupar todos os segundos, não deixando que ele passe sem que tenha absorvido ao máximo a sua essência. Na preocupação do passar do tempo, podemos esquecer que ele passa e deixaremos de vivê-lo.
Sei que as relações, tempo, vida, e felicidades são unidas em um elemento transitório. Este que tem suas origens microscópicas desenvolve-se, se multiplicando velozmente, e que nos faz ser pessoas mutáveis. É este ser que se universaliza e que procura em dois mundos firmar-se em um existencialismo muitas vezes contraditório, pois em um mundo intra-subjetivo, seus pensamentos navegam em infinitas rotas, mas no mundo intersubjetivo, estes se colidem, e por muitas vezes o mundo exterior aos dos pensamentos se materializam.
As grandes migrações de nossas mentes estão em fronteiras que não foram identificadas. Os limites entre a razão e a loucura, podem ser chamados de emoção, pois é neste espaço que o ser humano, busca o equilíbrio dos seus mundos, trazendo a satisfação da sua matéria e do seu espírito.

Rauly



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