Outrora, a humanidade vivia uma verdadeira orgia social, em que os costumes se diferenciavam e tinham em sua essência o prazer da carne em detrimento da boa convivência e do respeito pela própria essência da racionalidade que é inerente a este Ser.
A história da sociedade se constrói em uma evolução com direção sinuosa. Verifica-se nas páginas da humanidade que os elementos que constroem a sociedade fazem com que o homem torne-se cada vez mais egoísta e ambicioso e com conseqüências fatídicas para a sociedade em construção.
Antes de Cristo, o homem vivia em uma sociedade dúbia, onde um pequeno grupo, que detinha o poder, se desenfreava em um ritmo alucinante de viver como se fosse o último dia de sua vida. A hipocrisia dominava estas pessoas. Vivendo assim, o corpo era o alvo dos olhos dos homens, havia uma verdadeira promiscuidade da anatomia humana, o uso abusivo trazia a satisfação através do orgasmo embriagado e inconseqüente. O animal humano predominava nesta sociedade. Por outro lado, aqueles oprimidos, tidos como desprezíveis mortais, buscavam um caminho diferente trazido pela religiosidade, nos sentimentos de companheirismo, solidariedade, e amor ao próximo a solução da desestruturação social, pois muitos de seus filhos eram atraídos na busca dos prazeres do corpo e da insanidade do delírio da embriaguez de suas mentes.
Nos livros religiosos temos exemplos clássicos de cidades destruídas pela fúria divina, como Sodoma e Gomorra. Estas viveram seu apogeu na destruição total dos costumes e do desrespeito ao corpo. Viveram em um verdadeiro cercado, onde as fêmeas se prontificavam a tudo e a todos. Diante desta agonia social, e em lição à humanidade, Deus destruiu estas cidades para que o homem pudesse reavaliar os seus desejos e a sua finalidade como sociedade.
A evolução social continuou. Ocorreram vários momentos em que a sociedade adquiriu costumes que foram se solidificando através dos tempos, como o casamento por amor, a educação solidária, entre outros. Foram momentos em que a humanidade se colocou em uma condição retilínea e uniforme.
Ocorreram muitas atrocidades que fizeram com que a humanidade denominasse alguns líderes como anticristo, como Hitler que pelo poder das armas matou milhões de Judeus, Ciganos, Russos, entre outros. Isto tudo para tentar dominar a humanidade e impor aquilo que achava que era o correto para vida do homem. QUEM SOMOS NÓS, POBRES MORTAIS, CAPAZES DE DITAR A VIDA E A MORTE DE UM HOMEM?
A resistência humana pela vida foi vitoriosa. O que se observa então é que em cada grande provação, a humanidade se redime ao seu interior, buscando em seu íntimo a força e a segurança de Deus.
Daí podermos concluir que a sociedade vive fases em que a base está bem solidificada, mas as construções dos andares superiores se diferenciam de modo que um ponto alto termina por desmoronar, ao contrário da base, que continua.
Hoje, diante de tanta evolução tecnológica, a humanidade busca desejos e modos de vida semelhantes àqueles onde em Sodoma e Gomorra usavam para o prazer do corpo. Exemplo maior são as redes de televisão que impõe às famílias a educação do futuro.
Será que existe outra opção de educarmos já que este aparelho está presente em todos os momentos levando tudo aquilo que uma ou um grupo pequeno de pessoas acham que é certo? Fico a indagar e a perguntar, quem será o nosso anticristo hoje?! Diante dos programas que evoluem e desembocam em sexo, em relações desiguais e que tentam impor e condicionar a nossa sociedade à naturalidade o que é diferente, tenho a certeza de que é a Televisão a responsável. Interessante é que se dá uma nova conotação à palavra anticristo, pois sai da esfera humana à tecnológica. O Big Brother Brasil é o exemplo maior de um programa que fere a sociedade como um todo, por tentar impor às pessoas aquilo que uma ou um grupo de pessoas entendem como normal (ou talvez por serem elas assim) devendo ser condicionado a todos.
É certo que esta fase ainda irá perdurar por algum tempo, mas diante da história da humanidade, tenho a certeza que nossos bons costumes hoje estão diluídos em um solvente corrosivo como em outrora, mas que terão seu limite. E quando esta fase passar, o homem terá mais uma oportunidade de se reerguer na base sólida que se chama Deus (AMOR).
Rauly