Nossas vidas têm vários sentidos, a sua dinâmica está atrelada a tudo que tentamos realizar.
O homem em sua busca incessante da realização descobre o seu egoísmo através da individualização do eu. Neste sentido a sua capacidade de vislumbrar tudo que seus sentidos desejam, torna-se a cada dia, ilimitada.
Uma das grandes conquistas da humanidade é a felicidade plena. Todos nós seres humanos, tentamos adquiri-la sem saber de forma exata, a sua verdadeira essência. Neste plano irregular, atrelamos aos sentimentos, este caminho retilíneo, mas não uniforme, e que podemos regulá-lo a uma abstração que denominamos de amor.
Fazendo um pouco de analogia, podemos crer que a humanidade busca este sentimento, como os espermatozóides buscam o caminho para encontrar a porta da vida. São milhões que ferozmente se digladiam pelo gigantesco caminho, e que no final apenas um sairá vencedor. Nesta linha de raciocínio, vejo que a humanidade, na busca de caminhos que a leve a sua felicidade, lança suas sementes em diversos terrenos na esperança destas desabrocharem e frutificarem. São diversas tentativas que em sua grande maioria finda em uma fatídica decepção, pois por diversos motivos não ocorreu à fertilização.
O homem devia interagir com mais intimidade com os elementos que estão ao seu redor, poderia mimetizar os polens, que se deixam levar pelos ventos da força inexplicável que chamamos natureza, e que os faz cair em um terreno que irá dar condições de se desenvolver.
Devemos ter a capacidade de nos desprendermos, para que os nossos destinos interajam com esta grande força, e assim termos a condição de fazer das nossas sementes, elementos que terão viabilidade.
É assim que deveríamos conviver com o amor, pois ele deve surgir de forma natural, onde a semente plantada deve ser regada pelas forças obscuras dos sentimentos.
Rauly
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