sexta-feira, 13 de abril de 2012

Uma outra opinião sobre a Anencefalia

O que é a vida?
 Esta palavra de conotações variadas nos faz crer que o homem tomou rumos sinuosos em que os seus destinos são direcionados por uma bússola biológica, e que achamos que temos o seu domínio. Neste sentido observo que a vida é feita de escolhas, muitas vezes, equivocadas, mas com o poder de serem consertadas.
 Seguindo está linha de raciocínio podemos crer que nossas vidas são comuns em pontos distintos, ou seja, nascer e morrer.
O espaço que observamos entre o nascimento e a morte podemos denominá-lo de vida. E que deve ser preenchido de forma a satisfazer as vontades e os desejos,  chamados de felicidade, quando assim alcançados. Nesta vertente, o ser humano busca desde o seu nascimento, maneiras que venham viabilizar a concretização destes objetivos. Na busca destes caminhos, o homem criou regras para conter o avanço de pensamentos tortuosos, que findavam atropelando muitos para realizar seus desejos. Daí, surgiram, as normas sociais. Foram tantas que a humanidade ficou à deriva neste grande oceano de leis.
Surgem conflitos sociais, que findam nas mãos de onze pessoas denominados de Ministros do Supremo. Estes decidem os nossos destinos, na tentativa de mudar o que a nossa mente não consegue alcançar, à natureza humana. Aí fico a me indagar, como é que nós, pobres mortais, temos a condição de chegar a pensar que temos o poder Divino?! Somos muitos ingênuos, pois podemos tentar desviar a natureza humana para minimizar algo que nos incomoda, mas não podemos fugir das conseqüências advindas do desconhecido.
Hoje assistimos em um palco suntuoso, os destinos daqueles que nem se quer tiveram como se defender, suas mãos ainda não estavam formadas para repelir as agressões, seu direito foi extirpado, pois não tiveram como constituir um Advogado. Mas mesmo assim, os onze senhores donos da verdade absoluta, conseguiram pensar que Deus lhes deu a procuração para traçar o destino destes que por si só são anjos que nascem e são resgatados pelo Divino para servirem como membros de um universo imperceptível aos nossos olhos.
Somos seres totalmente incoerentes, onipotentes e desejamos ser onipresentes. Mas não nos percebemos que somos simples mortais e que estamos aqui nesta vida para darmos continuidade aos preceitos que poucos conseguem captar. O amor é o veiculo da felicidade, e quem ama, exerce este sentimento com humildade. O ser humano precisa colocar em seu coração, Deus ( amor) para que assim ele possa minimizar os efeitos do poder de sua mente e nunca se comparar ao nosso criador. Somos servos do Senhor e não proprietários de vidas.  

Rauly

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