Embriaguei-me nas ilusões e nos delírios dos meus pensamentos pelo efeito do ópio inocente, e deixei-me levar a um momento sublime de significado profundo que por alguns instantes pensei ser real.
Meu metabolismo acelerou e das reações surgiram catabólitos que mudaram a bioquímica do meu ser, fazendo-me crer que a profunda ilusão não passava de um momento mágico que me fez surtar.
Senti em meu coração, a euforia que o faz palpitar, bombeando para todo o meu corpo uma overdose de elementos que vibram as minhas estruturas, e que, me fazem dependente desta substância que transforma toda a realidade em ilusão profunda.
O ópio que penetra em meu ser, levando os meus neurônios a uma arritmia, cujos impulsos mimetizavam uma pseudo-consciência, que não passa de uma inconstante e inconseqüente inconsciência.
Assim vi que a vida não tem as formas estruturais que nossas mentes arquitetam, ela se faz verdadeira quando nas mudanças ocorridas em nosso corpo pela metamorfose do tempo quando o casulo se desfaz mostrando o verdadeiro ser que somos.
Rauly
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